Pílulas sobre o segundo dia com a Bela

Posted on 20 de janeiro de 2012

8


– Pedalei  uns 13 quilômetros ao longo do dia (dois deles me perdendo no Jardim Europa). Fui da Bela Cintra, na altura do cemitério da Consolação, até Pinheiros (quase na Faria Lima), e voltei pra casa em Perdizes. Pensava como minha perna tinha doído no dia anterior e de quanto óleo de arnica ia precisar naquela noite. Mas a perna não doeu. Viva!

– Senti MUITA vontade de fotografar as pessoas que brincaram comigo pelo caminho, mas ainda não dou conta de pegar o celular tendo que equilibrar a Bela, a mochila e meu próprio corpo. Quem sabe um dia… Me chamaram a atenção especialmente uma criança, de uns 5 anos, que estava com os pais  e gritou : “Que bicicleta legal!”, uma senhora saindo de uma clínica na Brasil, que soltou um “Que belezinha!” pra Bela, uma outra senhora, na Artur, que perguntou desconfiada: “Essa bicicleta é de criança, não é?” e três frentistas de um posto de gasolina da Bela Cintra que me cumprimentaram com um simpático “Agora vai”. A cidade é tão mais legal com esse contato 🙂

– De noite, na hora de voltar pra casa, começou um temporal daqueles. Pensei em chamar um táxi ou ligar pedindo socorro pro Samadeu, afinal, foi por isso que escolhi uma bicicleta dobrável. Pensei nas ladeiras… Precisava encarar Inácio Pereira da Rocha e Bartira, debaixo de chuva, no segundo dia?  Como a resposta era não, meu espírito taurino pouco teimoso disse que sim. E foi incrível!!!!!! Alma lavada na chuva gelada, ruas relativamente vazias e uma descarga de endorfina me fizeram sentir tão viva, tão livre e tão feliz!!! Acho que muita gente pagaria caro por essa sensação e ela pode ser de graça!

– Estava com um vídeo na mochila pra deixar na 2001 (sim, eu alugo filmes na locadora) e achei um pouco descabido fazer isso parecendo um pinto molhado. E adivinha só o que eu fiz? Parei pra entregar o filme. Fiz mímica pelo vidro, o vendedor veio pegar, esperei ele checar no computador se estava tudo certo e entendi pelos gestos que estava ok. Fiquei mais uns 20 minutos ali na frente, batendo papo com o vigia com quem troco acenos e sorrisos há quatro anos sem nunca ter trocado duas palavras;

– Quando cheguei na Sumaré com a Bartira, desci da Bela e subi a pé, empurrando a pequena. Tudo bem, né?

– O Lucas adorou me ver molhada quando cheguei em casa e combinou: “Mamãe, quando eu crescer vou andar de bicicleta na chuva com você. Mas minha bicicleta vai ser preta, tá bom?”

Anúncios
Posted in: bicicleta, maternices